Ulysses Guimarães/Frases

Frases famosas de Ulysses Guimarães

"O segredo da felicidade é fazer do seu dever o seu prazer"

"Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados.”

“Não é o candidato (à Presidência da República) que vai recorrer o País. É o Anticandidato, para denunciar anti-eleição imposta pela anticonstituição que homísia o AI-5”.

“Não se pode fazer política com o fígado, conservando o rancor e ressentimentos na geladeira. A Pátria não é capanga de idiossincrasias pessoais. É indecoroso fazer política uterina, em benefícios de filhos, irmãos e cunhados. O bom político costuma ser mau parente”.

“O Presidente Geisel é ventríloquo e a Arena é seu boneco mais obediente, famoso e hilariante pelo humor negro”.

“Que acho da Arena? Não acho, pois a Arena não é. Não é Partido, é papel carbono, não é voz, é eco, é vaca de presépio do serviçal e eterno “sim senhor”.

“Adoro as campanhas políticas. Dão-me transporte, de comer e de beber, o melhor quarto da casa, aplausos, votos, e ainda me chamam de estadista”.

“A pior das crises é a crise do dicionário, disse Ortega Y Gasset. É a que infelicita o Brasil. Falam em Constituição com A1-5; em liberdade, com cavalos e cachorros dissolvendo manifestações ordeiras de trabalhadores, estudantes, donas-de-casa, do MDB; em democracia, com Governadores de proveta e senadores biônicos; em direitos operários, com o confisco de seus salários; em liberdade de comunicação, com a censura ao rádio, à televisão e a Lei Falcão; que a Arena é o maior partido do ocidente, embora quem ganhe as eleições no Brasil seja o MDB; em independência externa, com 40 bilhões de dívidas; em governo de estadistas, com inflação crônica de 50%; em “milagre brasileiro”, com o flagelo da fome, da falta de teto, da carência do INPS, da taxa crescente de analfabetismo”.

“O MDB é como pão-de-ló: quanto mais bate, mais ele cresce”.

“Governo xique-xique, este que aí está. Não dá sombra nem encosto. Para a Nação, não dá. Para os amigos, parentes e protegidos, presenteia com governadorias, senatorias biônicas, embaixadas, empréstimos e negócios. Passa então ser o governo sombra e água fresca”.

“O poder absoluto, erigido em infalível pela censura, corrompe e fracassa absolutamente”.

“Desenvolvimento sem liberdade e justiça social não tem esse nome. É crescimento ou inchação, é empilhamento de coisas e valores, é estocagem de serviços, utilidades e dívidas, estranha ao homem e seus problemas, é inacessível tesouro no fundo do mar, inatingível palas reivindicações populares”.

“Ordem e segurança sem liberdade são a permissividade das penitenciárias. As penitenciárias modernas são mini-cidades, com trabalho remunerado, biblioteca, escola, futebol, cinema, jornais, rádio e televisão. Os infelizes que se povoam têm quase tudo, mas não têm nada, porque não tem liberdade”.

“A civilização é a longa e fascinante história da libertação do homem. A liberdade é o roteiro da civilização. Toda invenção é triunfo da libertação humana. Com a roda o homem começou a libertar-se do espaço e do tempo; com a agricultura, do nomadismo e da fome: com a medicina, da doença; com a casa, a roupa e o fogo, das intempéries, do frio e das feras: com a escola, da ignorância; com a sociedade, da solidão; com a Imprensa, o rádio e a televisão; da informação; com a democracia, dos tiranos”.

“O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza, do próprio homem, do poder. Se o poder fosse corruptor, seria maldito e proscrito, o que acarretaria a anarquia”.

“É o voto, somente ele, que faz a acoplagem dos cidadãos com os homens públicos e o Estado”.

“As nações democráticas e de economia de mercado são mais ricas e as mais fortes. São ricas por serem democráticas e não democráticas por serem ricas”.

“A verdade não desaparece quando é eliminada a opinião dos que divergem. A verdade não mereceria esse nome se morresse quando censurada”.

“Foi o homem quem derrotou Hitler. Derrotaram-no as Nações baseadas na liberdade e nos direitos humanos, em que o homem é fim e não meio”.

“O AI-5 é forte para cassar mandatos, demitir, exilar, prender e torturar. Mas é fraco até a pusilanimidade frente à inflação e é diariamente derrotado pelo custo de vida”.

“Há fidelidade e finalidade, como há cadeia e cadeia. Há a cadeia do opróbrio que é a cadeia do ladrão, do assassino, do proxeneta. Há a cadeia que é honra e glória, a cadeia de Tiradentes, de Mangabeira, de Siqueira Campos, de Juscelino Kubitschek, de Armando Sales Oliveira, de Júlio de Mesquita, de Sobral Pinto, dos jornalistas Castelo Branco e Wladimir Herzog”.

“A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes”.

“O que há de dramático no óbvio, notadamente em política, é ser muito declamado e pouco praticado. A biografia dos santos e estadistas é o exercício do óbvio: a fraternidade, o perdão, o amor ao povo, a verdade, por isso são presos, caluniados, apedrejados, crucificados, exilados, cassados”.

“O Brasil precisa de uma Constituição em que o povo seja o fundador, por votação direta, do governo e da lei”.

“A liberdade de expressão é apanágio da condição humana e socorre as demais liberdades ameaçadas, feridas ou banidas. É a rainha das liberdades, disse Rui Barbosa”.

“Ao repudiar Pompéia, embora inocentando-a de infidelidade, com o dito famoso: “Não basta à mulher de César ser honesta, deve parecer honesta”. César fundou o PSD. Essa tirada hábil tem versão brasileira no antológico “em política, o que importa é a versão, não o fato”. Disputam-lhe a autoria José Maria Alkmin, Gustavo Capanema, embora em verdade atribuída a Antonio Carlos”.

“Enquanto houver cachaça, samba, carnaval, mulata e campeonato de futebol, não haverá rebelião no Brasil. O coríntians segura mais o povo do que a Lei de Segurança Nacional”.

“A coragem é a primeira virtude do estadista. Sem ela, a coragem, todas as outras virtudes desaparecem na hora do perigo, hierarquizou churchill”.

“Meu tempo é comandado em dois períodos; Das 6h às 10h da manhã, comando meu tempo, absorvo-me nos problemas do Partido, elaboro entrevistas, preparo conferências, leio o que me interessa. Às 10, vou para o Gabinete da Presidência Nacional do MDB. Meu tempo passa a ser comandado pelos outros, caio no varejo, fico prisioneiro na teia do “fait divers”. Na política, como na vida, é fundamental ser dono se seu tempo. Ai dos que se esquecem de advertência vital do filósofo grego: Do que se gasta na vida, o tempo é o mais caro. Não pode ser reposto, nem readquirido”

“O MDB ingressa na via indireta para destruí-la como acesso ao poder, pois á cidadela do arbítrio e a fonte envenenada dos males que desesperam o povo”.

‘Minha paciência é tão infinita como a do povo brasileiro. Só se irrita com o bêbado e com o chato. O chato é o inimigo do gênero humano. É o vento encanado que acaba com qualquer reunião, é o maçante a quem você pergunta “como vai?” e lê resolve contar. Na conceituação exata de Benedito Croce, que Santiago Dantas me revelou, o chato não lhe faz companhia e não deixa você ficar só. Governo chato é esse que aí está, a impaciência nacional chegou à exaustão’.

“Em política, estar com a rua não é o mesmo que estar na rua”.

“A revolução de 1964 ressuscitou do cemitério da oligarquia perrepista, sepultado que foi pela revolução de 1930, o lema cínico de que “feio em política é perder as eleições” Feio não é prender arbitrariamente, fraudar eleições pelo dinheiro e pela pressão da máquina administrativa, admitir ou remover funcionários por perseguição, espancar estudantes, nomear parentes, amigos e sexagenários. A inflação não é feia. Feio é perder as eleições para o MDB”.

Fonte: Fundação Ulysses Guimarães-Nacional ( http://www.fugpmdb.org.br )